Ao ler as declarações recentemente proferidas por Cristiano Ronaldo, não pude deixar de pensar como, também o futebol, a vida é injusta. Glorificam-se os avançados que marcam golos, adoram-nos como Deuses porque são eles que contribuem definitivamente para o triunfo das suas equipas e raramente se enaltecem os defesas que dificultam o avanço dos adversários e, menos ainda, os guarda-redes que tentam impedir que os avançados contrários marquem golos. Sim, porque os avançados do outro lado também atiram para o golo.
E naquilo que deveria funcionar como uma equipa, afinal um todo, com glórias e derrotas conjuntas, o que normalmente acontece é que se louvam os avançados e culpam-se os que não marcam golos. Enfim, injustiças da vida.
Quanto às tais declarações do nosso geniozinho do pontapé na bola, resta destacar que a sua ambição passa apenas por “voltar a ganhar a Bola de Ouro” e a ser “o melhor futebolista da história”.
Assim é que é falar. A ser-se ambicioso não devemos ficar pelas meias tintas, deve-se querer o máximo. Como dizia a minha mãe “ou tudo ou nada, mulher do diabo”.

