Agora é que é, a crise acabou. Pelo menos tudo indica que deve ter acabado e, com ela, foram-se os problemas que estavam a desabar sobre nós e que ameaçavam levar o país e os cidadãos à indigência.
Não, desta vez não foram José Sócrates nem Teixeira dos Santos que anunciaram que melhores ventos (não são os tais que arrastam as nuvens de cinza do vulcão da Islândia) tinham afastado a crise para longe.
Cheguei a essa conclusão ao ver o espectáculo de milhares de pessoas em todo o país a saltarem de contentes, a soprarem apitos e a agitar bandeiras e cachecóis vermelhos só por que o Glorioso, o seu Benfica, venceu o campeonato nacional de futebol. Vi as lágrimas que se soltavam (agora já não de tristeza mas de uma profunda alegria), os abraços que surgiam espontâneos e sentidos perante a concretização de um feito que todos (quase todos, vá) achavam merecido.
Esqueceram-se as angústias provocadas pela incerteza do nosso futuro e pelos sacrifícios (ainda maiores) que nos vão ser exigidos em breve. O país parou. Os canais televisivos levaram horas e horas a transmitir reportagens de ruas apinhadas de gente feliz e de engarrafamentos colossais. Entrevistas que se repetiam à exaustão a quererem saber qual era o estado de alma que aquelas almas sentiam naquele momento. E tanta era a felicidade que eu suspeito que se pedissem a muita daquela gente se estava na disposição de doar metade do ordenado ao seu clube ou … ao país, eles não hesitariam em dar. O Benfica é campeão, o resto … bem, o resto logo se vê depois da festa.
SLB! SLB! SLB!