terça-feira, junho 25, 2013

Em Portugal tudo é contestado? Sim, e ainda bem ... vivemos em democracia



O novo Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro tem bom ar e, se calhar por causa disso, tem suscitado alguma simpatia. No entanto, ele chegou há pouco a estas lides e ainda não deve ter percebido bem o que é governar em democracia. E mostrou isso mesmo quando na semana passada afirmou que "um dos grandes problemas em Portugal é que tudo é contestado". E acrescentou, "contra factos não há argumentos".

Mas olhe que não, Sr. Ministro, em democracia é natural que os cidadãos questionem as medidas que são implementadas pelos Governos quando as consideram injustas e/ou desadequadas. Mais, exigem que os Governos expliquem de forma clara e atempada porque as tomaram.

Até por que, se existem divergências entre as partes, o que é normal é que debatam os seus pontos de vista até conseguirem chegar a uma solução pelo menos satisfatória. Com mais ou menos tácticas políticas é absolutamente natural que os portugueses contestem quando não estão de acordo com o que lhes querem impor e não se resignem facilmente à ideia de "contra factos não há argumentos".

Será bom recordar que democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo. As democracias, embora respeitem a vontade da maioria, devem proteger escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.

É uma chatice? Claro que é ... mas é assim.