quarta-feira, junho 24, 2009

Contraditório

Quando, no mesmo dia, se dá de caras nos jornais com duas notícias cujos títulos indicam

- Associações de Pais fazem balanço positivo de ano lectivo, e

- Sindicatos fazem balanço muito negativo do ano lectivo

o que é que somos levados a pensar?

Tanto mais que este "ano lectivo", o de 2008/2009, é o mesmíssimo que tem provocado tanta confusão e polémica.

Resta saber o que acham os professores. Mas aí, o meu dedinho adivinhador segreda-me que já sabe a resposta

2 Comments:

At quarta-feira, junho 24, 2009 9:58:00 da manhã, Anonymous Debora said...

Pois é caro amigo!
Duas vozes, duas opiniões! E a comunicação social é brilhante nisso! Aliás, alimenta-se ávidamente de palavras, discussões e argumentos contraditórios. Lança a confusão e deixa por resolver os problemas. Cria a dúvida e não a resolve. 'Baralha e torna a dar' numa batalha de gritos, gestos e argumentos, que incomóda e insensibiliza. Não pude deixar de comentar o seu 'post' porque, especificamente, fui testemunha recente do poder dos media na dispersão das noticias e na consequente 'desinformação'!
Relembro a morte fatídica de um participante no Bike Tour Lisboa, no fim de semana passado. A verdade continua por dizer. O Suporte Básico de Vida foi iniciado imediatamente após a paragem cárdio-respiratória e manteve-se até á chegada tardia do Desfibrilhador Automático Externo. Muito tardia mesmo. Estive lá. Ninguém me contou. A notícia, no entanto, é desmentida quer pela Organização do evento, quer pelo INEM, que afirmam o pronto e imediato socorro por parte deste. E a notícia 'morreu' assim. Como morreu aquela vítima. E é MENTIRA! Não chegou tão rápido como devia! Porque não se investiga? Porque não se quer descobrir a verdade? Porque fica por explicar a quem ouve a notícia, que ninguém pode afirmar (como o fez a Organização)que a causa de morte foi um ataque cardíaco fulminante e que nada poderia ter sido feito? Apenas a autópsia medico-legal o pode revelar. Até poderia ter sido essa causa. Mas quem o sabía na altura? Porque não se pede ao INEM o registo das horas em que foram dados os alertas? Porque não se compara tais registos com a hora, marcada no aparelho desfibrilhador, em que o INEM, finalmente iniciou a DAE? É tão fácil saber a verdade. No entanto, como é hábito: cria-se a dúvida, questiona-se a denúncia e 'arruma-se' o assunto. Os meus sentimentos para a família enlutada e perdão ao senhor que faleceu. Tentamos fazer tudo o que estava ao nosso alcance, não ligue ás notícias...

 
At quarta-feira, junho 24, 2009 8:28:00 da tarde, Anonymous demascarenhas said...

Amiga Debora, que prazer voltar a ler os seus comentários. E como eu subscrevo as suas palavras.
Mas, como sabe, neste reino de mentiras, meias verdades e algumas verdades (só para despistar) a culpa não é apenas da comunicação social. Ela apenas reflecte o estado vegetativo em que a chamada sociedade civil se vai arrastando. Infelizmente nós também temos uma grande quota-parte de responsabilidade pelo que nos alheamos e porque, há que dizê-lo, ainda somos pouco solidários. E depois, ainda temos a velha questão da verdade que cada um reclama. Um assunto que, provavelmente, servirá de mote a um próxima crónica.

 

Enviar um comentário

<< Home