segunda-feira, junho 18, 2012

Precisamente … as energias alternativas ou os sonhos delirantes de José Sócrates

Miguel Sousa Tavares criticava no Expresso, do último sábado, o facto de Portugal ter abandonado todos os projectos de energias alternativas – eólicas, solar e biomassa – tudo "sonhos delirantes” de Sócrates, pelo que continuaremos a depender totalmente (ou quase) de energia importada e dos combustíveis fósseis que poluem e que custam uma fortuna ao país.

Realmente o ex-Primeiro-Ministro só podia estar louco ao pensar que podia substituir o petróleo que nos custa os olhos da cara por matérias-primas que temos em abundância – sol, vento e mar – e que são de borla. Por isso se compreende (?) que o actual Governo tenha posto um ponto final ao manifesto delírio que permitiu, por exemplo e entre outras coisas, a criação do parque fotovoltaico da Amareleja, em Moura, o maior em todo o mundo, que representou um investimento de 261 milhões de euros e que permite produzir a energia suficiente para abastecer mais de 30 mil casas portuguesas e evita a emissão de 89 mil toneladas anuais de Dióxido de Carbono (CO2).

Porém, o que me espantou, foi saber que a Alemanha (o poderoso motor da Europa), ao arrepio do que nós estamos a fazer, vai investir três biliões de euros até 2022 no desenvolvimento de energias alternativas. Precisamente no sol, vento, ondas e biomassa. Precisamente naquilo que constava nos planos do “irresponsável José Sócrates”. Precisamente numa área em que fomos pioneiros e que, uma vez mais, não tivemos o discernimento suficiente para darmos um salto em frente rumo a um futuro que se adivinhava promissor.