quinta-feira, dezembro 17, 2009

Uma tarde no Chiado



Ontem, numa das portas dos Armazéns do Chiado, uma jovem entregava pequenas brochuras publicitárias a quem entrava. Pela jovem, indolente e desinteressada pelo que estava a fazer, passavam pessoas que apanhavam o papel que lhes era entregue e respondiam “obrigado”. Fui sempre observando a rapariga na esperança de lhe ver um sorriso ou uma qualquer expressão de simpatia. Qual quê? Era ela que tentava “vender” um produto mas eram os passantes, eventuais compradores sem estímulo para tanto, que acabavam por balbuciar o agradecimento.


E pensei, não deveria ser ao contrário?