segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Limites


Na verdade, de tanto ter manifestado a minha revolta em crónicas anteriores aqui publicadas, já não fará grande sentido voltar ao assunto. Mas, que querem, às vezes dá-me uma raiva que me tolda a mente e zás. Vá de escrever de novo na tentativa de encontrar outros indignados entre quem me lê.

Desta vez, a minha perturbação foi motivada por notícias que não devem deixar indiferentes quem quer que seja. Ainda mais, num momento em que muitos sentem que o país caminha para o abismo.

Vejam, então, se conseguem ficar apáticos ao saberem que um ex-administrador da PT, sem currículo profissional que o justifique, ganha num só ano o que um técnico superior principal da Administração Pública (que é o topo da carreira) leva a ganhar em 20 anos?

Ou será que conseguem entender porque é que uma novel deputada do nosso Parlamento, que tem a sua casa em Paris mas que foi eleita pelo círculo de Lisboa, está recenseada em Lisboa e a morada que consta no seu Bilhete de Identidade é Lisboa, pretende que o Estado lhe pague 1200 euros todas as semanas, custo do bilhete de avião em executiva Lisboa/Paris/Lisboa?

Será que ficam indiferentes a situações como estas? Não acredito. Há limites que o bom senso, a ética e a justiça recomendam. E, se ultrapassados, eles só podem ser considerados como insultos intencionais e provocatórios aos cidadãos.