quinta-feira, setembro 08, 2011

Investimento Estrangeiro em Portugal – as contas que têm que ser feitas



À pergunta se afinal precisamos ou não de captar investimento estrangeiro, a resposta só pode ser: claro que necessitamos porque somos um país pobre. Dele depende a criação e desenvolvimento das empresas e um maior número de postos de trabalho. E para conseguir esse objectivo tem que haver um esforço conjunto das nossas embaixadas e consulados, do AICEP e do governo, em diversas iniciativas que levam a cabo no exterior. A nossa economia agradece.


Porém, deveríamos saber fazer contas. E pelos números que a seguir vos mostro parece que não sabemos lá muito bem.


Reparem, nos primeiros cinco meses deste ano entraram em Portugal 14 146 milhões de euros mas, em contrapartida, saíram 12 771. Ou seja, líquidos entraram realmente 1 375 milhões.
Acontece que os portugueses também investem lá fora e, no mesmo período, colocaram 6 712 milhões de euros e desinvestiram 2 588. Portanto, uma saída líquida de 4 124 milhões.
Feitas as contas o que se verifica é que por cada euro que ganhamos perdemos três. O que nos leva a pensar se não seria mais adequado convencer os investidores nacionais a aplicar o seu dinheiro em Portugal em vez de andarmos atrás do capital estrangeiro? Claro que a resposta parece óbvia. Só que existem outros factores a considerar, nomeadamente, nos aspectos fiscais.


Contas são contas e os resultados têm que ser avaliados.


1 Comments:

At quinta-feira, setembro 08, 2011 10:47:00 da manhã, Anonymous Fernando Gomes said...

Bom, não sei muito bem como hei-de de começar, talvez pelo início…Lol. É certo e sabido que na vida existem muitos mistérios ainda por desvendar, os quais ainda não foram possíveis de desvendar. Confesso que esta história de “Gestão/Economia” Portuguesa é algo que não consigo entender e que cada vez mais deverá ser objecto da tão sobejamente conhecida “Epistemologia”. Como é que num Pais onde se formam anualmente centenas de Licenciados em Finanças/Gestão/Economia, se gere tão mal as Organizações e os fluxos financeiros das mesmas. Por incrível que pareça, e pelos visto só acontece no nosso País, os nossos Gestores são dos mais bem pagos em relação a outros parceiros Europeus, com a agravante de não existir penalização para actos de má gestão. Será que aquilo que se ensina nos Estabelecimentos de Ensino Superior ao nível das áreas Financeiras e Económicas se encontra adequado à realidade? Acho que o problema é crónico na nossa sociedade e bastante grave. A ciência da gestão é uma arte que assiste a todos nós, pois diariamente realizamos actos de gestão, quer seja na gestão do tempo, das nossas finanças, nas nossas tarefas domésticas, em tudo. O que acontece na realidade é que somos péssimos gestores, a avaliar pelo aumento exponencial do crédito mal parado (individual/habitação), não sabemos gerir os nossos recursos. O problema tornou-se Cultural e os resultados estão à vista. Na nossa vida pessoal algumas pessoas aprendem com os seus maus actos de gestão, outras nunca aprenderão enquanto houver alguém que “apare” os golpes. A nível Empresarial torna-se imperativo que os actos de má gestão sejam punidos, bem como os actos de boa gestão sejam valorizados, só desta forma poderá existir uma verdadeira e correcta gestão das Organizações.

 

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