quarta-feira, janeiro 08, 2014

Assunção Esteves não acerta uma!



É certo que havia demasiado emoção. A morte do Rei Eusébio provocou uma incontrolável onda de dor e de união pela perda de um dos símbolos mais queridos dos portugueses. Dos que o viram jogar e o acompanharam pela vida e daqueles que tinham apenas uma vaga ideia daquilo que ele representava. E o funeral foi uma coisa nunca vista, um "funeral de Estado" como raramente se terá assistido no nosso país, a que assistiram muitos milhares de pessoas. Sobretudo o povo, a que Eusébio sempre pertenceu e de que nunca se quis afastar, apesar de ser uma vedeta interplanetária.


Os políticos, claro está, não faltaram. Pareceria mal. Nem os repórteres da comunicação social que cobriram, ao milímetro, todos os movimentos desta cerimónia fúnebre e que a propósito de tudo (e muitas vezes de nada) tentavam sacar desabafos e estados de alma de quem estava presente.


Ouvi depoimentos sentidos, ouvi palavras de circunstância e ouvi também - quando questionada sobre a possibilidade dos restos mortais de Eusébio serem trasladados para o Panteão Nacional (o desejo de muitos portugueses) - a Presidente da Nossa Assembleia da República pronunciar-se sobre os custos elevados que essa operação acarretaria. Realmente Assunção Esteves tem dificuldades de comunicação. No próprio local onde decorria o velório, falar em dinheiro demonstra uma grande insensibilidade. E também desconhecimento do que estava a dizer. Segundo ela essa eventual transladação poderia custar aos cofres do Parlamento centenas de milhares de euros o que, mais tarde, o próprio Gabinete da Presidente veio esclarecer que essa operação andaria à volta de 50 mil euros. Assunção Esteves não acerta uma!