quinta-feira, julho 09, 2009

Tantos para quê?


Ao tentar descobrir determinado vinho nas imensas garrafeiras dos supermercados, acontece-me muitas vezes ficar impressionado pela quantidade de marcas diferentes que existem no nosso país. E, note-se, refiro-me apenas ao vinho nacional.


Perante as novas marcas, procuro descobrir qual é a sua origem, as suas castas e todas aquelas informações que me possam convencer a comprá-los. Mas tanta diversidade causa muita confusão ao consumidor, a ponto de ter dificuldade em escolher.



Vi uma explicação para o caso na Revista Única do Expresso, pela leitura de um artigo de um especialista na matéria, João Paulo Martins. Segundo apurou junto de um conhecido produtor de vinhos, a justificação é a seguinte:



“o consumidor é pouco fiel e cansa-se das marcas e, por isso, é preciso mudar, ainda que o vinho seja o mesmo”.



Longe de querer discutir as questões de estratégia comercial, a explicação parece-me um tanto ou quanto bizarra. Antes diria que mais se me afigura um embuste. A fidelização dos clientes, qualquer que seja o produto, consegue-se quase sempre pelos níveis de eficácia, de desempenho e de excelência. Os vinhos não deveriam ser excepção.



Se conheço determinadas marcas e se sou apreciador dos seus paladares não tenho dúvidas em escolhê-los de acordo com as ocasiões.



Sem prejuízo das novidades que podem trazer diferença ao mercado, o que questiono é “mas tantos vinhos, para quê?”


2 comentários:

Porcos no Espaço disse...

Já percebes para que serve a publicidade?

provocador disse...

Publicidade? Chamaria a isto baralhação. Melhor, confusão