quarta-feira, setembro 16, 2009

Os eternamente insatisfeitos

No último fim-de-semana assisti à inauguração de uma escola no Distrito de Santarém.


A obra, um conjunto de 3 edifícios localizados em diferentes freguesias do Concelho de Rio Maior, constitui um bom exemplo daquilo que se pode fazer quando a vontade de servir dos autarcas (independentemente dos partidos a que pertencem) e o interesse das comunidades é maior do que a politiquice palerma que tantas vezes se vê por aí.


Como se pode perceber na fotografia, tudo aquilo estava um mimo. As cores são alegres e o equipamento didáctico e de lazer são em quantidade e qualidade. Um regalo para o olhar e certamente um prazer para as crianças que os vão usufruir.


Ainda por cima, este conjunto de infra-estruturas levou mês e meio para fazer o projecto e recorrer a fundos comunitários e à Banca e sete meses apenas para executar. Tudo dentro do maior rigor técnico, onde nem sequer houve derrapagens orçamentais. Nem um dia nem um cêntimo a mais do que estava previsto.


Mais do que o suficiente para que os presentes estivessem satisfeitos e orgulhosos, certo?


Não, errado! Pois consegui descobrir entre a multidão alguém que estava indignado porque os cabides para as roupas das crianças estavam, na sua opinião, colocados um bocadinho mais alto do que a estatura média de miúdos de cinco ou seis anos.


É a velha mania de não valorizarmos devidamente aquilo que é bom e é bem feito e de salientarmos pela negativa uma coisinha que se consegue “inventar”, por mais insignificante que seja, só porque …eu sei lá, só porque sim.


Se eu vivesse em Rio Maior teria ficado vaidoso com o conforto e as condições duma escolinha como aquela. Só que, desgraçadamente, há gente que prefere valorizar o que está menos bem (e que é susceptível de ser melhorado) e de desprezar as capacidades de realização e tudo aquilo que serve (bem) o bem comum.


Feitios, como diria o outro.