segunda-feira, julho 02, 2012

Algumas reflexões sobre o Euro 2012 que agora terminou

Encerrou-se o Europeu de futebol e, mais uma vez, a nossa selecção não ganhou. Porém, e para sermos justos, pode dizer-se – utilizamos aqui a opinião do jornalista Rui Santos – que “a Selecção Nacional teve um comportamento global muito positivo. Não foi excelente nem extraordinário, mas foi muito bom”.

Ou seja, Portugal ficou uma vez mais a um pequeno passo de fazer história. Quedou-se no patamar das quatro melhores equipas europeias mas, de novo, não conseguiu ser a melhor. E os portugueses, sempre emotivos no que a futebóis diz respeito, ficaram resignados, contentes até, com os semi-êxitos conseguidos por Ronaldo & Cª., raramente percebendo que o futebol é um jogo de equipa e que ela é formada por um conjunto de jogadores, uns melhores e outros menos melhores e a prestação da equipa é que tem que ser avaliada no seu todo. Como se isso não bastasse, a maioria das pessoas contenta-se com o chamado “cair de pé” como se isso deixasse de ser uma queda. Enfim, maneiras de ser!

Mas isto é apenas um jogo, meus Amigos. Durante as últimas semanas estivemos entorpecidos por tudo quanto se passava à roda do Europeu e, a partir de hoje, voltamos às nossas vidinhas e ao nosso país real que anda de rastos.

Ainda quero deixar uma palavra de felicitações a Pedro Proença que se tornou ontem no primeiro árbitro português a dirigir a final de uma grande competição de selecções. Depois de, em Maio passado, ter sido o árbitro da final da Liga dos Campeões, arbitrou neste Europeu três jogos e a final de ontem. E em todos eles fez um bom trabalho. Está, pois, de parabéns.

A terminar, quero manifestar a minha satisfação:

- pela correcção (deixem lá essa do “estamos orgulhosos”) como foi recebida a comitiva portuguesa no aeroporto;

- pelo desportivismo sempre demonstrado pelos apoiantes e jogadores da selecção da República da Irlanda, apesar da equipa não ter ido lá muito longe; e

- porque, de uma vez por todas, foi desmistificada a ideia de que um jogo de futebol são onze contra onze e quem ganha é a Alemanha. E, sobretudo, porque na final da mais importante competição europeia entre selecções estiveram presentes não a Alemanha mas três representantes dos chamados (e desprezados) PIIGS: a Espanha e a Itália (os futebolistas) e Portugal (os árbitros).