quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Altura de mudar?

 

Não sou filiado em qualquer partido. Por isso me sinto à-vontade para dizer que me faz muita impressão que as querelas internas dos partidos provoquem (ou possam vir a provocar) dificuldades ao país.

Apesar de aparentemente haver, agora, uma trégua, vejam o que aconteceu recentemente no Partido Socialista. A “guerrinha” entre António José Seguro e António Costa certamente condicionará, num futuro não muito distante, a figura do próximo Primeiro-Ministro do nosso país. Pelo que se sabe, os militantes do PS desejam Seguro para líder enquanto que os eleitores (na generalidade) gostariam de ver Costa como candidato a Primeiro-Ministro.
Fará isto algum sentido? Se é certo que o líder de um Partido deve ser forte (dá jeito que assim seja), para os cidadãos em geral o que interessa verdadeiramente é que quem está à frente do Governo seja capaz de dirigir os destinos de todos nós. Daí que eu defenda que talvez fosse mais inteligente envolver a vontade dos portugueses (os eleitores de uma forma geral) nas estruturas dos partidos e, de uma vez, eleger quem deva estar à frente do Partido e do Governo, ainda que sejam duas pessoas diferentes.

Sei que é uma questão complexa - a "partidarite" está muito entranhada no nosso sistema - mas é demasiado importante para não pensarmos nela.