quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Xanax para Passos Coelho e Miguel Relvas


Os números do desemprego em Portugal são assustadores. Os que são oficiais (os que correspondem aos inscritos nos Centros de Emprego) dão conta de cerca de 740 mil desempregados. Mas a verdade é que temos 1 milhão e 200 mil desempregados, dos quais 260 mil já desistiram de procurar emprego, por cansaço ou por achar que não vale a pena procurar trabalho. E nesta quantidade imensa de pessoas que vêm ferida, talvez para sempre, a sua dignidade, não estão incluídos todos aqueles que trabalham a tempo parcial e os que são forçados a emigrar por falta de alternativas.


E o que tem dito o Governo sobre esta matéria? Pouco ou nada. Apenas vai referindo que os números "estão praticamente em linha com as previsões". Apreciaríamos mais que em vez de previsões (todas elas falhadas) o Governo se preocupasse verdadeiramente com a implementação de verdadeiras políticas para a criação de emprego. Recorde-se que, só em Janeiro deste ano, o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego aumentou 16,1% em comparação com o mesmo mês de 2012.


Resta-me o consolo de saber que a obscenidade destes números não retira o sono (embora durma pouco) a Passos Coelho. Já Miguel Relvas (contestadíssimo em todos os lados em que aparece, inclusive, foi ontem forçado a abandonar uma sala, numa saída apressada e atribulada, perante a pressão dos estudantes perseguidores), fez saber que o desemprego e o desemprego jovem lhe tiram o sono.


Aos dois governantes o que lhes posso sugerir é que tomem um Xanax um pouco antes de se deitarem. E, já agora (depois de um bom descanso), que façam qualquer coisa para criarem mais emprego.
 

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