terça-feira, abril 22, 2014

A relação desconfortável



Ainda não passaram três anos após a eleição de Assunção Esteves para a Presidência da Assembleia da República e o PSD, que a promoveu ao segundo lugar da hierarquia do Estado, já se mexe e remexe, desconfortável com as sucessivas gafes que a senhora vai coleccionando. Há quem diga que Assunção Esteves é "imprevisível" e que, provavelmente, não sabe gerir situações de tensão. Será, mas exige-se bastante mais de um Presidente da Assembleia da República. Não basta que seja imparcial, é necessário que tenha bom-senso, mostre equilíbrio e saiba dialogar em português que todos entendam, sem "inconseguimentos" e histerismos. E à senhora presidente não lhe chega ser diferente (pensar, falar e agir de maneira diferente) dos Presidentes que a antecederam, todos eles muito competentes e que dignificaram a sua função. Uma coisa é uma questão de estilo, outra é esta "irreverência saltitante" que não nos transmite grande segurança. E já figuras bem conhecidas dos portugueses criticam, em tom menos abonatório, a Presidente. Como o fez o empresário Henrique Neto na Revista do Expresso da passada sexta-feira ao afirmar "Assunção Esteves nunca foi tida como muito sã da cabeça ...".

Woody Allen disse: "Há casamentos que acabam bem, há outros que duram para sempre". Parece-me que no caso do "casamento" entre Assunção Esteves e o PSD ele está destinado a acabar bem e ... em breve.