quinta-feira, julho 14, 2011

Sinais

Sempre achei que as palavras têm uma grande força, um significado próprio, que podem dar, se bem aplicadas, maior realce ao que se pretende transmitir. Quer as palavras ditas quer as escritas. Da mesma forma que em política os sinais dados pelos diversos agentes (no governo ou fora dele) constituem indícios, linhas de orientação daquilo que se propõem fazer. Bem ou mal.


Vem isto a propósito do recente anúncio do Primeiro-Ministro em reduzir ou terminar com certos privilégios que os membros do Governo têm tido até agora. Passos Coelho determinou, por exemplo, que os Ministros deixem de ter direito a carro para uso pessoal (fins-de-semana ou deslocações privadas) e que acabem os cartões de crédito para despesas de representação. Como já tinha decidido, também, que os membros do Governo iam começar a utilizar a classe económica em viagens aéreas dentro da Europa.


Para muitos, medidas como estas não passam de pura demagogia. Para outros, elas são perfeitamente inúteis já que não nos vão tirar da situação difícil em que nos encontramos. Mas, lá está, são os tais sinais (espero que estes sejam bons), que vêm ao encontro de uma vontade que a todos nós assiste há muito. Que o exemplo venha de cima, como que a transmitir que não são apenas os do costume a suportar todos os sacrifícios.