quarta-feira, março 06, 2013

Quando um Nobel da Economia não entende certas opções ...



Tantas vezes citado por políticos (quando as suas teses lhes eram convenientes), Paul Krugman, Prémio Nobel de Economia em 2008, parece ter sido esquecido quando, recentemente, disse "não entender a paixão europeia pela austeridade", acrescentando até que "defensores da austeridade estão a parecer cada vez mais insolentes e delirantes".

E nós que temos sofrido na pele essa insolência delirante traduzida em medidas de austeridade severas, sempre revistas e aumentadas, já há muito que tínhamos percebido - até pelos resultados que são anunciados - que esta obsessão pela redução do défice não nos tem conduzido a lugar algum. Ou antes, tem. À recessão e ao desemprego - que são cada vez maiores - e à debilidade da economia.

Mesmo assim, mesmo depois do próprio FMI ter feito um impressionante "mea culpa" quando admitiu ter subestimado os danos infligidos pela austeridade, o Governo de Passos Coelho segue "firme e hirto" com os propósitos traçados desde que tomou posse, caminhando cegamente na direcção do abismo.

E nem sequer é necessário ter ganho um Nobel de Economia para se compreender que aquilo que Paul Krugman afirmou: "As nações que impuseram políticas de austeridade severas sofreram crises económicas profundas; quanto mais severa a austeridade, mais profunda foi a recessão" é uma verdade absoluta.

1 Comments:

At quarta-feira, março 06, 2013 10:47:00 da manhã, Anonymous Fernando Gomes said...

Olá meu bom amigo,
De facto não é necessário ser Nobel da Economia para “ver e sentir”, que estas políticas de austeridade só servem cavar ainda mais o buraco financeiro. Caminhamos a passos largos para o agravamento de uma grande crise económica e social, o que realmente é bastante preocupante, uma vez que já estamos em queda livre e muito próximo do embate final com o solo. Cortes e mais cortes nos rendimentos disponíveis dos Portugueses, associados ao constante aumento do preço dos bens e serviços, têm vindo asfixiado cada vez mais os Portugueses. A questão que se coloca é “Até quando tudo isto vai durar? Até quando vamos conseguir aguentar e pagar as nossas contas? Ai Portugal, Portugal, já não tens um pé numa Galera, mas sim os dois no fundo do mar…
Um abraço

 

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