terça-feira, outubro 09, 2012

Um assalto à mão armada


Quando, em criança, me faziam a velha pergunta "Então, o que queres ser quando fores crescido?" nunca me imaginei ser cowboy nem a viver no faroeste entre índios e duelos ao pôr-do-sol. Os meus objectivos eram mais próximos e mais ingénuos. Queria ser apenas revisor dos caminhos de ferro ou jogador de hóquei em patins.

Afinal, e tantos anos mais tarde, cá estou no tal faroeste (em Portugal) onde os bandidos (o Governo) "assaltam" sem piedade os trabalhadores e os índios (também os do Governo e os seus impiedosos consultores) "matam" a classe média e lhes tiram cruelmente o respectivo escalpe.

E este estado de coisas chegou a um ponto que até já é repudiado por muitos dos apaniguados dos partidos da coligação que está no poder. Marques Mendes, conselheiro de Estado e ex-presidente do PSD, classificou estas últimas medidas de austeridade como um "assalto à mão armada aos contribuintes. Isto é um assalto fiscal. Não é um agravamento fiscal, nem um aumento fiscal enorme como dizia o ministro das Finanças, isto é uma espécie de assalto à mão armada ao contribuinte".

Ainda por cima, feito "ao melhor povo do mundo", como disse Vítor Gaspar. Ao melhor e ao mais paciente, digo eu.